Trabalho com redes sociais há 7 anos. Levei apenas alguns minutos para entender a tremenda oportunidade que reside na evolução da dinâmica entre as pessoas. Redes sociais não apenas uma onda mas um caminho sem volta. Assim como são a globalização, os computadores, a Internet, a telefonia móvel etc...

Interessante notar que a classe política já entendeu o verdadeiro nome do jogo: gestão de população. Eles já sabem que as pessoas ficarão cada vez mais "digitalizadas". Seguindo o princípio de Darwin da evolução das espécies, aquele que não for flexível e se adaptar as novas condições do ambiente rapidamente, desaparecerá. Esse desaparecimento poderá ser pelo fim do tempo de vida ou mesmo social, pelo isolamento dada a não utilização dos meios de socialização. Ao contrário das empresas que estão sempre segmentando, a classe política entende que o que importa é que as pessoas votem. E isso atinge significativo percentual da população. Além disso, quando as pessoas votam, elas estão pensando em si próprias e nos seus filhos que ainda não atingiram a maturidade eleitoral e dependem das escolhas dos pais em seu favor.

A classe política já visualizou que, daqui para diante, as eleições serão decididas cada vez mais pelo cidadão digital. Sua opinião e poder de convencimento terá um peso maior do que a própria campanha política que é cara e requer elevadas doses de exposição na mídia tradicional. Um cidadão digital que é formador de opinião e possui uma atividade de alta energia em redes sociais, pode ser um inestimável colaborador para os partidos políticos e candidatos. Portanto, para os políticos, todo indivíduo tem o poder de decidir uma eleição. Principalmente, se o indivíduo estiver enganjado em redes sociais e for um meganetworker.



Se olharmos o relógio mundial acima (favor clicar na imagem para encontrar informação mais atualizada), veremos que a população mundial já ultrapassou a barreira de 6.8 bilhões de pessoas. Estima-se um aumento da população mundial na ordem de 6+ milhões de pessoas/ano. Isso significa que as economias precisam crescer sem destruir o planeta para acomodar todo esse incremento populacional.

Apesar das doenças, do trânsito, das calamidades, a população mundial mantém o seu ritmo positivo de crescimento. As pessoas estão vivendo por mais tempo. E precisam manter uma geração de renda para que não percam o poder aquisitivo de outrora e possam levar uma vida digna. Muitos conceitos devem ser revistos de imediato como o da 3a., 4a. e 5a. idade.

Essa simples informação sinaliza claramente que os Governos e a sociedade como um todo precisam oferecer mais e melhores condições de alimentação, saúde, educação, transporte, moradia, emprego, fontes renovaveis e limpas de energia etc... Na medida em que esse novo cidadão já entra num mundo cada vez mais digital, é imperativo que as empresas também se adequem para receber esse novo funcionário, cliente, fornecedor, investidor e stakeholder em geral. As pessoas escolherão aquelas empresas que melhor entendem suas necessidades e interesses em todos os sentidos.

Ao mesmo tempo, com números tão expressivos, qualquer percentual de conquista de nicho já pode ser o suficiente para garantir um padrão de vida decente para muitos indivíduos. Daí toda essa discussão sobre o fenômeno da cauda longa que nada mais é do que gestão de população segmentada ao extremo.

Portanto, as redes sociais poderão significar, em alguns anos, aquele ponto central de contato entre todos os habitantes do planeta. Totalmente integrados e interdependentes entre si a despeito do tempo e da geografia. Daí a importância das empresas estarem muito bem posicionadas nesse ambiente.

Aqueles que chegarem primeiro e mantiverem um ritmo forte de expansão no seu conteúdo e forma de comunicação terão uma ampla vantagem e margem de manobra sobre os demais que vierem depois. "O vencedor levará tudo" ("The winner takes it all"). Para os retardatários, será mister que se faça um esforço bem maior e , provavelmente, bem mais caro. Como geralmente, as empresas só percebem o dano quando o balanço trimestral começa a ficar no vermelho, o perigo que é pode não existir verba e nem tempo suficientes para uma ação de marketing em redes sociais de modo a reveter um quadro de extinção que se aproxima.

Conclusão: o tempo urge. Quanto antes sua organização tiver uma clara estratégia e posicionamento em redes sociais, melhor. Contrate especialistas em redes sociais, treine sua equipe de colaboradores internos e promova o engajamento de todos os indivíduos que trabalham ao redor do seu negócio de forma estruturada e contínua. Não existe mais tempo para frases do tipo "vamos deixar para o ano que vem". Na medida em que a velocidade das transformações se acelera exponencialmente no mundo inteiro, doze meses pode ser o tempo mais do que suficiente para causar perdas irreversíveis.

Se o leitor está num posição de liderança e de tomada de decisão em sua organização, ele deve se responsabilizar diretamente pelas consequências de uma eventual demora na implementação de um plano de ação prático e efetivo em redes sociais. Você está pronto para assumir esse desafio?

Sinceramente,

Octavio Pitaluga Neto