Artigo publicado na Revista ANEFAC - Out 2010
A humanidade caminha para a formação de uma sociedade do conhecimento, da interação, do momento instantâneo de saber, ler, produzir. E, para que esse futuro se concretize, já temos em mãos, as ferramentas necessárias e tecnologias de suporte.

Inserido nesse contexto que todos nós presenciamos pelo mundo todo está ofenômeno das redes sociais, que é relativamente recente. Há cerca de três ou quatro anos atrás, quando alguém falava em coisas como twitter, linkedin e outros tipos de mídias desse naipe, as pessoas simplesmente não entendiam os termos, ou sequer sabiam o que significavam.

Hoje se percebe um amadurecimento no mercado e uma mudança muito grande nesse comportamento, já que encontramos mais facilmente Executivos ou empresas “mais antenadas” e mais propensas a participarem dessas redes, mesmo que ainda timidamente. A tendência é, no entanto, pelo que mostram pesquisas e estudos, a de se evoluir cada vez mais nesse sentido, em vista do potencial que essa forma de comunicação oferece.

Enquanto algumas empresas ainda se questionam por que deveriam ter uma estratégia em redes sociais, outras organizações, com uma percepção mais apurada e atitudes mais ousadas, já estão atuando fortemente no mercado digital, envolvendo cada vez mais o cliente. Elas acreditam que precisam estar presentes e atuantes nesse segmento, a fim de explorar a imensa potencialidade que o meio digital oferece. O interesse por parte das empresas se deve muito à perspectiva de que mudanças significativas deverão ocorrer no comportamento de seus consumidores e colaboradores, nos próximos anos. Cada vez mais, pessoas que se valem desses meios digitais, e redes sociais, estarão ocupando posições de decisão e, com isso, se tornarão peças importantes e essenciais no planejamento da comunicação das empresas no futuro.

Para enfrentar esses novos tempos, empresas e profissionais devem estar preparados para uma mudança de paradigmas, abandonando a forma tradicional de se pensar o seu modelo de negócios. A primeira quebra é com relação à visão que se tem da própria empresa. A estrutura dos novos tempos não deve ser mais piramidal, mas matricial; ou seja, o centro de decisão da empresa criou uma comunidade ao seu redor, composta por cada uma das redes de negócios que cercam a organização e, consequentemente, influenciarão sempre os rumos que a mesma deve tomar. Uma possível resistência ou aversão a essas novas tendências pode se dar mais em vista do desconhecimento do potencial, das possíveis utilizações e do papel desempenhado pelo Chief Networking Officer. Dentro da organização ele deve ser o profissional responsável pelo estabelecimento de estratégias de relacionamento, pensando aonde se quer chegar com a empresa, e com quem se quer chegar. Para isso, ele precisa saber como usar as interações, envolvendo os relacionamentos de confiança, tanto no mundo real como no mundo virtual, e qual o ferramental que utilizará que, sem dúvida, será o das redes sociais.

A boa notícia é que ainda existe muito espaço para a absorção desses novos comportamentos. O Executivo de hoje deve ganhar, cada vez mais, relevância e valor em sua atividade, tanto para seu desenvolvimento pessoal como para a empresa, para o mercado, para o seu empregador e para todos os stakeholders que o cercam. As redes sociais permitem isso. Elas permitem o Executivo mostrar que ele é um profissional consistente, que possui referências de mercado, que apresenta cases de sucesso e pode oferecer bons resultados para a organização, em pouco tempo, em função da experiência e carreira que vem construindo. Assim, as redes sociais são instrumentais interessantes para a apresentação e promoção do Executivo que busca uma posição de liderança no mercado, que busca projetos inovadores e tudo mais.

O futuro dessas mídias é, sem dúvida, a integração com todas as plataformas possíveis. Internet + smartphones+cinema+televisão e outras tantas mídias que estão espalhadas por ai. Com a popularização e desenvolvimento dos celulares, e a ampliação dos serviços de banda larga, teremos mais oportunidades de nos integrarmos a essas redes para nos valermos de sua potencialidade. No futuro, também, as redes sociais serão muito aproveitadas como ponto de encontro, não somente de profissionais, mas de todas as tribos.

O que usar?
Hoje existe uma grande variedade de ferramentas espalhadas pelo mercado. O Executivo, como profissional que normalmente tem o tempo escasso para suas diversas atividades, deveria possuir o que chamamos de “kit de sobrevivência”, contendo algumas dessas ferramentas básicas. E hoje existem tanto empresas de porte com ferramentas digitais muito conhecidas, como também empresas menores que trazem soluções práticas e rápidas para apoiar o Executivo em suas atividades. Um exemplo disso é o VVM – Video&Voice Mail, através do qual é possível mandar mensagens pessoais, entrevistas, notas de agradecimento pela visita, apresentações de trabalho, vídeo conferências, solicitações de emprego etc, com uma abordagem bastante inovadora, tornando-se um excelente diferencial para sua apresentação pessoal.

Portanto, as empresas devem sempre estar “antenadas” com as novidades que surgem no mercado e, sempre que possível, periodicamente, apresentar essas suítes de novos aplicativos a seus funcionários. O Executivo que não se importa em estar atualizado corre o risco de ficar defasado e, consequentemente, em desvantagem com seus pares, sob os olhos do mercado.

O mundo está globalizado quer gostemos disso ou não, e essas inovações constantes são um caminho sem volta. Se as empresas permitirem que seus concorrentes montem uma equipe treinada no uso adequado de redes sociais, com um bom Chief Networking Officer e uma rede corporativa própria, com webconference, simulações digitais em 3D, e outras ferramentas que já estão disponíveis no mercado, com certeza perderão terreno. Isso se deve também ao processo cada vez intenso da inclusão digital. Nesse contexto, elas terão sempre maior simpatia por aqueles que já se valem dessas ferramentas digitais para se mostrarem e comunicarem, ao invés dos que ainda continuam operando da forma analógica tradicional.

Portanto, o recado é este: ainda há tempo para realizar a sua inclusão digital no mundo dos negócios. Desenvolva esse hábito e aplique-o com inteligência em sua carreira.