Vivemos na era da comunicação. A Internet chegou para ficar assim como toda forma de tecnologia que se integrará ao seu redor: celulares, banda larga, TV digital, web 2.0 etc. Novos modelos econômicos estão surgindo e existe uma rápida mudança na forma como as pessoas interagem.

Pouco a pouco as organizações estão se tornando mais cientes da importância de cada uma das redes de pessoas e negócios que giram ao redor do seu comércio. Vislumbro que a face da empresa na Internet evoluirá de um website para uma rede social online onde todos os parceiros selecionados serão virtualmente localizados.

O desenho abaixo retrata o simples, mas poderoso Conceito Gestão de Redes de Pessoas e Negócios.

Gráfico

(Toda empresa é cercada por diversas redes e seus respectivos atores. Todos os recursos necessários para que as organizações e colaboradores atinjam suas metas encontram-se nas pessoas, inteligência emocional, na própria rede de pessoas e negócios. São pessoas, e não empresas, que tomam decisões de confiar ou não em outros que representam os interesses de uma organização.

São pessoas que decidem trabalhar para uma empresa, investir na mesma, adquirir seus produtos e serviços e assim por diante. Entretanto, é imperativo que antes de mais nada se defina um novo estilo de liderança: CNO - Chief Networking Officer -, ou o gestor de redes de negócios. Em resumo, seu papel estratégico será o de fazer gestão de todas essas parcerias, ativar as redes adormecidas e transformar todos esses contatos em agentes economicamente ativos em uma relação de ganhos mútuos. Nesse sentido, as redes sociais online serão a ferramenta tecnológica que apoiará esse trabalho.

O perfil do CNO ideal é o de um profissional visionário e apaixonado por inovação. Pessoa com excelente capacidade de relacionamento interpessoal e de negociação. Deve ser uma pessoa bastante focada e organizada. Deve ter desenvolvido habilidades de líder coach, apoiando no desenvolvimento de pessoas, das redes interna e externa.

Sua liderança é conquistada e eleita, mas nunca imposta. Sua área de origem importa menos do que sua capacidade de liderar equipes e conseguir extrair o melhor resultado na medida em que estimula o surgimento de novos líderes entre seus pares. Sua abordagem sempre busca a harmonia mais do que a dominância. Os ganhos devem ser justos e compartilhados proporcionalmente entre todos os participantes do sistema.

Oportunidade de carreira para a mulher executiva - Pela descrição acima, creio que uma executiva possui uma série de características naturais para abraçar o desafio de implementar a gestão de redes de negócios na sua organização. A grande vantagem do momento é que o mundo corporativo ainda não entende bem essa visão de gestão de redes de negócios e pessoas, e sobre o uso poderoso, barato e ágil das redes sociais online. Portanto, não existe competição pela posição. Assim, o que existe é toda uma extensa avenida a ser pavimentada.

Acreditamos que aquelas executivas verdadeiramente visionárias e apaixonadas por inovação poderão perceber que aliando características inatas à mulher - com sua competência e experiência profissional -, elas poderão implementar um projeto de gestão de redes de negócios rapidamente na sua organização e, assim, acelerar sua própria carreira executiva. Deixo aqui um convite-desafio para as "meninas dos olhos brilhantes", que sabem identificar um cavalo vencedor apenas com um olhar e muita intuição construtiva.


Publicado no RH.com.br em 06.04.2009